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Conceitos astrofísicos do filme - Interestelar




Nesse filme vemos diversos contextos físicos aplicados de maneira muito real, desde Relatividade, gravidade e 5 dimensões.

- Buracos de minhoca

Um dos pontos altos explorados no filme são os buracos de minhoca, teoricamente, é o ponto de interseção entre duas regiões do espaço que estão

distantes. Essa região acaba facilitando a passagem de um ponto até o outro - no caso do filme, de uma galáxia a outra. Para entender melhor, dobre uma

folha de papel ao meio e passe uma caneta através dela. A folha é o espaço. Um ponto de um dos lados dela é a Terra; um ponto do outro lado é uma

galáxia distante. O furo que você fez com a caneta é o buraco de minhoca.

- Dilatação gravitacional

Outro conceito explorado no filme é o de "dilatação gravitacional do tempo", que é um fenômeno verdadeiro e que está diretamente associado à relatividade

do tempo. Funciona assim: em regiões de forte influência da gravidade, o tempo passa de maneira mais lenta em comparação com regiões de menor

atração gravitacional, como é o caso da Terra. Uma vez que buracos negros têm maior atração da gravidade, dá para entender por que o tempo lá é mais

devagar do que em nosso planeta. Por isso, a pessoa próxima a um buraco negro acaba envelhecendo mais lentamente do que quem está na Terra. Outro

fato curioso: cada região cósmica tem uma relação temporal única.

- 5 Dimensões

Já para falar da "realidade de cinco dimensões", precisamos recorrer ao físico Albert Einstein. Ele passou três décadas estudando a teoria do campo

unificado, que mistura a forma matemática entender a gravidade com as três forças fundamentais da natureza: a forte, a fraca e a eletromagnética.

Ainda que três décadas de estudo pareçam muito tempo para você, voltamos à relatividade do tempo, mas de uma maneira diferente: no quesito científico da

coisa, 30 anos de estudos não é nada e, por isso, o gênio acabou não concluindo suas pesquisas. Até hoje, há muitos físicos e astrofísicos pelo

mundo buscando formas de chegar a alguma conclusão para os estudos iniciados por Einstein.

- Buracos Negros Giratórios

Astrônomos já observaram buracos negros giratórios no universo. Eles deformam o espaço ao redor deles de uma forma diferente a dos buracos

negros estacionários. Esse processo de deformação é chamado de "frame dragging" (arrastamento de estrutura, em tradução livre). Ele afeta a maneira como o buraco negro irá distorcer o espaço físico e, mais importante, o espaço tempo ao redor dele. O buraco negro giratório visto no filme foi cientificamente comprovado pelo astrofísico Kip Thorne, que atuou como consultor de "Interestelar".

 

Fonte: http://www.megacurioso.com.br

 


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