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Estudo identifica atividade hidrotermal em lua de Saturno




Encélado, uma das 60 luas de Saturno, apresenta atividade hidrotermal, a primeira a ser descoberta fora da Terra, segundo um grupo de pesquisadores que formularam a teoria com a análise de pequenos destroços de rocha lançados ao espaço pelos gêiseres.

A descoberta acrescenta a "atrativa" possibilidade que Encélado, onde também há uma grande atividade geológica, "possa conter um ambiente adequado para organismos vivos", segundo um artigo publicado nesta quarta-feira pela revista "Nature".

Já se suspeitava que abaixo da superfície gelada de Encélado havia profundos oceanos, mas o novo estudo identificou agentes químicos em um dos anéis de Saturno, o que indica que no fundo do mar do satélite ocorre uma atividade hidrotérmica de alta temperatura.

Esses agentes químicos foram identificados pela sonda Cassini, um projeto da Agência Espacial Europeia (ESA), da americana Nasa e da Agência Espacial Italiana, que há uma década viaja entre as luas de Saturno.

Encélado tem uma superfície parecida com uma bola branca de sinuca rachada e com grãos congelados ricos em sal e sódio que saem dessas fendas, vindos de um reservório de água líquida que está ou esteve em contato com a rocha.

"É emocionante que possamos usar esses pequenos grãos de rocha lançados ao espaço por gêiseres para revelar as condições acima e abaixo do leito oceânico de uma pequena lua congelada", afirmou Sean Hsu, do Laboratório para a física espacial e atmosférica do Colorado (EUA) e diretor do estudo.

A equipe de pesquisadores descobriu outros indícios sobre as condições abaixo da superfície dessa lua ao detectar partículas nanométricas ricas em dióxido de silício no anel E de Saturno, que foram lançadas por Encélado.

O tamanho e a composição dessas partículas sugerem, segundo os cientistas, que elas "foram produzidas por reações a altas temperaturas (superiores aos 90 graus celsius) no leito marinho.

O estudo também contou com o trabalho de Frank Postberg, da Universidade Heidelberg da Alemanha, e uma equipe da Universidade de Tóquio para realizar uma série de experimentos que validassem a teoria de que essas pequenas partículas de dióxido de silício foram formadas devido à atividade hidrotermal, como ocorre na terra.

O pequeno tamanho das partículas de dióxido de silício indica, além disso, que puderam viajar "com relativa rapidez" da origem hidrotermal até as bocas dos gêiseres.


Fonte: http://revistagalileu.globo.com/

 


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