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Cientistas desvendam a física por trás do estouro da pipoca




Quando fazemos pipoca, dificilmente paramos pra pensar no que de fato provoca aquela magia do bem capaz de transformar um simples e incomível grão de milho em uma pipoca deliciosa e quentinha. Pois saiba que para a ciência, mesmo em 2015, grande parte do processo também continuava sem uma explicação conclusiva. Pesquisadores franceses resolveram gravar o momento mágico do estouro da pipoca com câmeras de alta velocidade para entender de uma vez por todas o que provoca o mecanismo e também o que acontece com o milho nos primeiros instantes depois da transformação.

Eles descobriram que, ao invés de ser causado pela quebra da casca ou por impactos contra outras superfícies, aquele "pop" que já vai dando água na boca surge do vapor d'água escapando rapidamente do interior do grão. O núcleo é composto por 14% de água - quando aquecida, evapora aos 100ºC, mas é contida pela casca, que funciona como uma espécie de panela de pressão. Este envoltório duro só se rompe aos 180ºC, e neste instante o vapor escapa dali de dentro altamente pressurizado. A "concha" de milho também funciona como uma espécie de caixa acústica, que amplifica o barulho. O processo pode ser comparado com o estouro de uma rolha de champagne.

Enquanto escapa pela rachadura, o vapor aquecido leva junto o interior feito de amido e fibras e o transforma na pipoca que conhecemos. O artigo publicado na Royal Society Publishing também apresenta outra descoberta interessante: com o auxílio de uma câmera que registra incríveis 2900 quadros por segundo, os cientistas notaram que o movimento do núcleo sendo lançado ao ar é semelhante ao de um acrobata dando uma cambalhota. Até então, os pesquisadores supunham que o escape do vapor impulsionava o grão para cima, em uma espécie de "efeito foguete". Mas não: antes de ir parar na sua boca, a pipoca, literalmente, faz uma acrobacia.

Via The Guardian

 


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