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Artista produz música com ondas cerebrais




Um dos conceitos básicos da neurociência é o eletroencefalograma, ou EEG. Partindo do princípio que as nossas ondas cerebrais são capazes de produzir impulsos elotroquímicos a partir da comunicação entre os neurônios, a técnica que vem sendo aprimorada nos últimos anos já é responsável por feitos extraordinários no campo medicinal – e agora, no artístico.

Utilizando essa análise de EEG, a violoncelista Katinka Kleijn impressiona: a artista consegue tocar em dueto, formado por ela e por seu cérebro. “Foi muito interessante conseguir escutar o som do meu próprio cérebro – ou melhor dizendo, a tradução das minhas ondas cerebrais em som”, diz a artista.

Auxiliada pelo programa Max/MSP e pelo compositor Daniel Dehaan (responsável por transformar as ondas em música), a concertista consegue firmar essa “dupla”. Para isso, Dehaan recebia as informações – que não vinham como notas musicais -, e aí transformava em escalas sonoras (não compatíveis com nenhum instrumento existente) com ajuda do programa. “Nós recebemos incontáveis correntes sonoras do cérebro de Katinka”, conta Dehaan.

Um problema para a equipe foi descobrir que a maioria dos impulsos elétricos acontecia em frequências muito baixas, abaixo do limite do ouvido humano. As ondas alcançavam de 0 a 30 hertz, enquanto a audição humana está entre 20 e 20000 hertz. “Isso significa que nós não ouvimos alguns sons. No máximo, você consegue sentir a vibração no seu corpo”, conta Dehaan.

Mas a missão da violoncelista é mais difícil. Durante a performance, Katinka tem que tocar o instrumento e reagir aos testes de EEG – que passam em um monitor localizado na frente da artista. Algumas palavras vão aparecendo na tela enquanto a apresentação acontece, e isso exige que ela controle tudo com dois pedais no chão.

E realmente não é fácil: para Katinka conseguir dominar os sentimentos – que geram sons diferentes – ela teve de aprender a lidar com algumas “pegadinhas” do cérebro. Por exemplo; quando a palavra “calma” aparece na tela (isso quer dizer que o som produzido por calma é condizente com o que toca no violoncelo), Katinka se sente calma, mas ao mesmo tempo se sente excitada por cumprir a missão do monitor – e aí o som muda -, logo a artista fica frustrada pela mudança de som, e o som muda mais uma vez. Ou seja, é um trabalho e tanto.

“Ela tem que ficar constantemente atenta às suas emoções. E o pior é que o resto do ambiente também está”, comenta o compositor. Para Dehaan, essa tecnologia é revolucionária: “Abre um mundo novo de performance. O público escuta a evolução de Katinka respondendo aos seus estímulos cerebrais. As aplicações disso são infinitas”.

Fonte: Galileu

 


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