Warning: Cannot modify header information - headers already sent by (output started at /home/lazaro/public_html/includes/head.php:5) in /home/lazaro/public_html/noticiasinternas.php on line 32

Fale Conosco

Notícias

A Superlua pode ter causado o terremoto na Nova Zelândia?




Com o forte terremoto ocorrido na Nova Zelândia neste domingo (13), ganhou destaque na imprensa local um post feito no Facebook por um usuário chamado Nigel Antony Gray, que alertava -- uma semana antes -- para um possível tremor, relacionando-o com a Superlua desta segunda.

No post, que viralizou rapidamente, o usuário dizia que a Superlua, momento em que a Lua Cheia coincide com o perigeu (quando nosso satélite natural está mais próximo da Terra em sua órbita), aumentaria o empuxo gravitacional sobre o planeta, tornando maiores as chances de um abalo.

Mas o que diz a ciência a respeito? Poderia a Lua ter causado o terremoto? Por enquanto, não há fortes evidências que corroborem essa ideia, embora o assunto ainda esteja em estudo e novos elementos estejam surgindo.

É sabido que nosso satélite natural influencia a superfície terrestre. As marés dos oceanos são um exemplo. "Existe também a maré continental ou terrestre, que faz os continentes subirem alguns centímetros na Lua cheia, na linha do Equador", explica o astrônomo Cassio Barbosa, colunista do G1.

A suposta ligação entre a posição da Lua e terremotos na Terra é um assunto que se estuda há muitos anos, mas ainda assim, os cientistas não conseguiram comprovar que haja realmente um elo.

"Não há link direto", diz o sismólogo John Ristau, da GNS Science, principal entidade que estuda terremotos na Nova Zelândia. "Nesta parte do planeta (Pacífico Sul), você provavelmente terá um terremoto de magnitude 7,8 por ano", explica, em entrevista ao jornal "New Zealand Herald". "Por isso, é só uma coincidência que isso aconteça ao mesmo tempo da Superlua".

Existe um estudo recente, publicado em setembro na revista "Nature Geoscience", que vê, sim, correlação entre terremotos e marés altas em Lua cheia. "Mas basicamente o que eles concluíram é que se você tiver uma falha que está para ruir, que num curto período -- provavelmente num período muito curto de tempo -- iria se romper de qualquer maneira, pode ser que aconteça porque as marés podem causar algum estresse sobre a crosta terrestre", diz o sismólogo Ristau ao "Herald".

O estudo japonês se baseia em estatísticas, faltando trabalhos que apontem relação de causa e consequência. Existe ainda uma outra pesquisa, também deste ano, que associa tremores pequenos e profundos na falha tectônica de San Andreas (situada na Califórnia) à influência do Sol e da Lua -- ou seja, não trata de grandes tremores como o da Nova Zelândia, e tambem não fala de Superlua.

"A excentricidade da órbita da Lua (o quão elítptica ela é) é pequena, por isso a diferença na influência da Lua entre o apogeu (quando ela está mais longe) e o perigeu é pequena", aponta uma explicação sobre o tema no site do Instituto de Astronomia da Universidade de Cambridge, no Reino Unido. "A Terra é um planeta ativo sismicamente, e há milhares de pequenos terremotos acontecendo todo o tempo, que tenderiam a apagar qualquer sinal dos efeitos da Lua", prossegue o texto, publicado em 2011.

O fato de uma Superlua suposta e eventualmente influenciar um terremoto pouco ajudaria nos procedimentos de segurança, como explicou ao "New Zeland Herald" o professor de tectônica da Universidade de Melbourne, na Austrália, Mark Quigley.

"Só porque havia uma Superlua, não haveria como dizer às pessoas que vivem em Kaikura, por exemplo, que haveria uma terremoto", aponta Quigley. Assim como pode haver fortes tremores durante a Superlua, eles igualmente podem ocorrer quando ela não acontece. O tremor que matou mais de 180 pessoas em 2011 na Nova Zelândia, por exemplo, não ocorreu durante a Lua cheia.

 

Fonte: g1.globo.com


Comentarios

ESPAÇO DO ALUNO